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14 de maio de 2025

Programação gratuita integra música, performance, oralidade e debates sobre identidade, pertencimento e memória

O Arte da Palavra – Rede Sesc de Leituras promove este mês um encontro para celebrar e valorizar a literatura brasileira. O Festival Arte da Palavra (Farpa) será realizado entre os dias 21 e 24 de maio, no Polo Sociocultural Sesc Paraty, na cidade da Costa Verde do Rio de Janeiro. O evento, que traz um panorama do circuito literário nacional, reúne autores da edição deste ano do projeto, que se apresentam em uma programação composta por literatura, música, performance e vivências culturais.

O Farpa tem como objetivo ser um espaço de troca e experimentação. A partir de debates e apresentações culturais, o festival propõe um mergulho nas múltiplas formas de contar histórias e expressar identidades. Estarão presentes nomes como Anderson Shon (BA), autor de quadrinhos e vencedor do 36º HQ Mix na categoria Melhor HQ Independente; a escritora, psicóloga e ativista Guarani Geni Nuñez, autora de ‘Descolonizando afetos: experimentações sobre outras formas de amar’; e MC Anarandá, rapper indígena da etnia Guarani Kaiowá (MS), entre outros.

Para abrir o festival, foi convidado o poeta Sérgio Vaz, um dos maiores nomes da poesia contemporânea brasileira e referência na literatura periférica. Ele fará a conferência “Sagrado não é quem escreve, sagrado é quem lê”. Durante os dias do evento, serão realizados seis cafés literários, que abordarão temas como as interseções entre literatura e quadrinhos; o hip hop como narrativa e expressão; a literatura como um espaço de disputa e reinvenção de identidades, entre outros. A artista e performer Luiza Romão, conhecida por suas apresentações que combinam música, dança e teatro, encerra o evento dia 24.

A programação também abre espaço para a produção artísticas de Paraty. A performance Identificação Poética das Criaturas Marinhas, com Flávio de Araújo, traz a leitura de textos poéticos que possibilitam ao público identificar a diversidade marinha da região. Já o Coletivo UNA apresenta o espetáculo de contação de história ‘Tá tudo dentro da gente’, com videomapping, que celebra a força e a sabedoria das matriarcas negras brasileiras. O público também poderá conferir a exposição Filha Natural, de Aline Motta, na galeria do Sesc Santa Rita. A mostra explora a história da tataravó da artista e convida a busca da própria ancestralidade.

O Farpa acontece no Sesc Santa Rita (R. Dona Geralda, 320 – Centro Histórico), com entrada gratuita. Confira a programação completa.

Programação:

21 de maio | Quarta-feira

19h15 – Abertura Oficial

19h30 – Conferência de abertura: “Sagrado não é quem escreve, sagrado é quem lê”, com Sérgio Vaz.

22 de maio | Quinta-feira

15h às 16h – Café Literário – Versos e Batidas: o Hip Hop como Narrativa e Expressão.

Com Preto Michel (PA) e Rafa Rafuagi (RS).

O Hip Hop é mais do que um gênero musical – é uma plataforma de denúncia, resistência e reconstrução de identidade. Neste encontro, Preto Michel e Rafa Rafuaggi discutem como suas trajetórias artísticas dialogam com o cenário atual da cultura Hip Hop, abordando temas como oralidade, ativismo e produção independente.

16h30 às 17h30 – Café Literário – Vozes, Conflitos e Descobertas.

Com Sonia Rosa (RJ) e Marcos Guerra (RN).

A literatura voltada para jovens tem o poder de dialogar com suas vivências, desafios e descobertas. Sonia Rosa e Marcos Guerra discutem como a escrita e a oralidade podem criar pontes entre realidades, inspirar questionamentos e ampliar horizontes na juventude.

18h às 19h – Performance Identificação Poética das Criaturas Marinhas com Flávio de Araújo (Paraty).

Com a leitura de textos poéticos, os ouvintes poderão identificar a diversidade marinha da região de Paraty, entendendo quais os apetrechos de captura, período de pesca e defeso das espécies, como também o preparo para consumo. Além disso, será possível conhecer quais as principais histórias, curiosas e engraçadas, que permeiam alguns dos pescados mais conhecidos da região.

19h30 às 20h30 – Sarau com MC Anarandá (MS), Natasha Felix (RJ), Luan Renato (SC) e Anderson Shon (BA).

23 de maio | Sexta-feira

15h às 16h – Café Literário – Entre Palavras e Traços.

Com Stéfanie Sande (MT) e Anderson Shon (BA).

Stéfanie Sande e Anderson Shon discutem as interseções entre literatura e quadrinhos, explorando memória, identidade e representação. O encontro aborda como diferentes linguagens narrativas se cruzam para ampliar vozes e territórios na literatura contemporânea.

16h30 às 17h30 – Café Literário – Literatura e Fronteiras.

Com João Veras (AC) e Taylane Cruz (SE).

A escrita pode ser um território de encontro entre diferentes realidades e geografias. João Veras e Taylane Cruz refletem sobre suas experiências literárias, abordando temas como identidade regional, deslocamentos e os desafios da produção literária fora dos grandes centros urbanos.

18h às 19h – Café Literário – O Corpo como Palavra.

Com Natasha Felix (RJ) e Luan Renato (SC).

Entre o verso e a cena, a poesia se transforma em experiência sensorial. Natasha Felix e Luan Renato exploram a interseção entre literatura, oralidade e performance, discutindo como a palavra pode ocupar e ressignificar espaços através do corpo e da voz.

19h30 – Narração de histórias com projeção mapeada – Tá tudo dentro da gente (Coletivo UNA – Paraty).

O espetáculo de contação de história celebra a força e a sabedoria das matriarcas negras brasileiras. Por meio da oralidade e do vídeomapping, a narrativa apresenta a história de Juninho e sua Vó Ceição que possuem um elo emocionante repleto de afeto, força e ancestralidade.

24 de maio | sábado

11h – Contação de Histórias “No Fio da Memória” com Linete Matias.

No Fio da Memória é um espetáculo de contação de histórias de Linete Matias, que entrelaça narrativas das águas e das matas, resgatando contos dos encantados que habitam esses lugares. A contadora de histórias, guiada por memórias ancestrais, canta e narra histórias que emergem dos rios e florestas de sua terra, compartilhando com o público as vozes e encantos desses seres mágicos. Cada história é pescada da profundidade da memória e entregue com afeto aos ouvintes, criando um encontro mágico entre a tradição e o presente.

16h às 17h – Café Literário – Desafios e Revoluções: Escrita, Identidade e Pertencimento

Com Geni Nuñez (SC) e Amara Moira (SP).

Como a literatura pode ser um espaço de disputa e reinvenção de identidades? A escritora e ativista Guarani Geni Nuñez e a escritora e pesquisadora Amara Moira compartilham suas experiências e reflexões sobre gênero, ancestralidade e resistência na palavra escrita e falada.

17h30 – Performance de encerramento “Também Guardamos Pedras Aqui”, com Luiza Romão (SP).

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